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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desventuras no Lindu

O parque Dona Lindu é uma das obras de arquitetura mais bonitas que eu já vi, feito pelo finado Niemeyer na orla de Boa Viagem é um ótimo canto pra se ir com a família, para namorar, praticar esportes, ver shows e várias outras coisas, eu só tive a honra(ou seria azar??) de ir para o Dona Lindu 2 vezes, e as 2 não deram muito certo...

A primeira vez que fui no Lindu não foi planejada, iríamos jogar bola na areia da praia para comemorar o aniversário de um amigo nosso, mas ninguém olhou a tábua das marés e quando chegamos a maré estava alta, então veio a ideia de irmos pro Lindu, andamos algo em torno de 3 km até chegar, foi um belo aquecimento, chegamos na quadra e fomos joga, a quadra é pequena e mal projetada, tendo algumas lacunas entre os blocos de concreto que a forma, então numa jogada minha em que driblei e troquei de perna pra bater eu acabei caindo do nada e quando pisei senti uma ardência forte, tinha arrancado grande parte da pele do solado do meu pé direito, Segue abaixo a foto do meu pé depois de voltar da UPA pra tirar a pele morta..



Da segunda vez, fui com o grupo de dança que faço parte para gravar o vídeo de uma seletiva para um evento, pois bem o vídeo saiu uma porcaria, ficamos muito irritados no dia e não conseguimos a vaga que tanto alvejávamos.Depois desse dia tive certeza que o Parque Dona Lindu não é um dos melhores lugares para eu ir...
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma viagem inesquecível

2011 certamente foi o ano em que frequentei mais estádios de futebol, todos eles por um único motivo, o "renascimento" do Santa Cruz, meu time do coração, e uma das idas a jogos marcaria a viagem mais longa da minha vida. Foi no dia 17 de Julho de 2011, o dia da "grande" estréia do Santa na série D contra o Alecrim, o jogo deveria ser no Rio Grande do Norte, mas visando a invasão da torcida coral, a diretoria adversária transferiu o jogo para o Estádio Almeidão, em João Pessoa.

Saí de casa com meu pai e meu tio as 6h da manhã chuvosa daquele dia e chegamos no bar que era o ponto de encontro, com a mini-van prevista pras 7h. Eis que o tempo foi passando, passando, e a van só chegou as 9h da manhã, por ter pego engarrafamentos graças a alagamentos no Recife, entramos e fomos começar o percurso que era pra ser feito em 1 hora e 30 minutos de viagem, até chegarmos em Goiana e encontrarmos um engarrafamento grande..

Na época Goiana passava por problemas devido a enchentes na região, logo pensei "Ferrou, a ponte caiu", mas vi pela janela da van que a ponte estava no local, até que sai e fui checar o motivo do engarrafamento: Os carros estavam desacelerando pra ver as casas debaixo d'água...
Passando pela divisa do estado nós fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária, motivo? A van tinha faróis de Xenon, que são proibidos se não forem de fábrica.
Chegamos finalmente em João Pessoa e fomos almoçar perto da praia, num restaurante que segundo um cara que estava na van era bom, pedimos uma peixada, nos trouxeram uma argamassa que nas palavras do meu pai "Se um hipertenso comer vai ter um ataque", fora que não saiu por menos de 50 reais esse almoço, fora que na saída encontramos um dos amigos do meu pai que disse que bebeu 3 latinhas e comeu 2 espetinhos na beira da praia e mal deu 10 reais..

Foto tirada por mim no dia do jogo.

Enfim fomos ao estádio que ficava na beira de uma rodovia, e o estádio era horrível... em volta dele era pura lama, as suas entradas eram estreitas, ele não tinha iluminação interna, fora que os preços dos lanches(2 apenas: Dudu e Pipoca) estavam caros.E o campo não era melhor que muitos campos de pelada que vemos por aí, o jogo foi morno no primeiro tempo, no segundo tempo aconteceram os 4 gols do jogo, que terminou 3x1 para o Santa(2 de Thiago Matias e 1 de Thiago Cunha e Jaime descontando pro Alecrim), então fomos para a viagem de volta, naquela mesma esperança de durar 1 hora e 30 minutos.
Encontramos outro engarrafamento na rodovia, quando de repente um policial rodoviário aparece e manda todos fazerem o retorno para João Pessoa, uma das pessoas da van abriu a janela e perguntou "Por que não pode passar?", o policial respondeu "A ponte de Goiana caiu.", "E o retorno por Itambé?", "A ponte de Itambé também caiu.".

Fizemos o retorno, teríamos que voltar por Campina Grande, que na minha cabeça era uma cidade próxima de João Pessoa, assim como Recife é de Olinda, me enganei profundamente, as cidades distam 125km uma da outra, e não são 125 km de áreas urbanas, são 125km de mato, ainda me lembro de um amigo meu me ligando no trajeto e perguntando onde eu tava, olhei para um lado, olhei para o outro: "Tou no meio do mato entre João Pessoa e Campina Grande", "Se Ferrou!Consegui passar por Itambé, já já chego em casa!Tu só vai chegar umas 5h da manhã!".

Paramos em um posto em Campina Grande na esperança de comprar algo pra comer e só conseguimos comprar refrigerantes e Trelosos, a melhor coisa que comemos no dia foram uns cachorros quentes em Campina Grande, numa lanchonete que sabe-se lá por que estava aberta as 3h da manhã, não consegui pregar o olho a viagem toda, até que apaguei na Serra das Russas e quando abri o olho já estava de novo em Jaboatão.

E quanto eu finalmente chego em casa e olho meu celular, advinha que horas eram?É...5 da manhã...