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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dia das Bruxas

Poderia ter sido só mais um dia de aula
Como tantos outros naquela vida de nerd colegial
Mas algo naquele dia foi diferente de tudo que ele tinha provado até então
Num surto de coragem, disse tudo que sempre quis dizer

Não ligava se desse "certo" ou "errado"
Mas precisava dizer aquilo a um bom tempo
E ele disse

Não foi no mais romântico local que ele imaginava
Mas nunca uma parada de ônibus veio tanto a calhar
E então, conseguiu o beijo que mais desejou em toda sua vida
Não foi o melhor que ele deu, ou recebeu
Mas foi inesquecível

E ao chegar em casa ele teve insônia
Não por estresse, ou preocupação, mas por alegria
Alegria de saber que naquele momento
Naquele dia das bruxas
Estar acordado finalmente parecia mais interessante do que dormir.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Automático

     Mais de um ano sem postar aqui, nossa.. tava com saudade de escrever algo de novo, pois bem.. essa é uma história de quarta-feira da semana passada.
     Desde pequeno eu sempre fui acostumado a andar numa caixa de sardinha/gado que chamam de metrô, me acostumei com ele quase sempre estar lotado ou com o fato de parecer que de manhã o pessoal da minha cidade não toma banho, mas isso foi o de menos pra o que ocorreu dessa vez.
     Sabe que você vê algo acontecer com outra pessoas e pensa "Será que isso aconteceria comigo?" esse era o meu pensamento quando via alguém desmaiar por conta do calor do metrô, que apesar de ter ar-condicionado e de não funcionar 24h para ter manutenção de madrugada, mostrasse um equipamento muito falho.
      Mas vamos a história de fato?Sai de Jaboatão com destino a Joana Bezerra, iria para o oftamologista, o metrô estava bem lotado e apesar disso eu não estava sentindo muito calor, ao contrário da minha mãe que sempre reclama de calor e tal, até que quando o metrô chega em Mangueira eu comecei a sentir um mal estar, semelhante a quando você vai vomitar e avisei a minha mãe, "Mãe to passando mal, to querendo vomitar", "Meu Deus Gauss, segura faltam só duas estações",comecei a suar frio e o mal-estar foi piorando até que quando chego em Ipiranga eu falo "Não aguento mais".
     A partir desse momento eu entrei no "automático", minha visão estava piscando em cores aleatórias, não tava escutando nada em volta de mim sendo que, segundo minha mãe, ela estava gritando meu nome na minha frente e o pessoal em volta começou a gritar que eu estava passando mal, eu não andei para um lugar que me cederam, eu fui empurrado/guiado, já que eu segurava no ferro de apoio só por saber que ele estava lá, o tato também já tinha ido pro saco, até que me sentei abaixei a cabeça e alguns minutos depois eu "voltei", foi péssimo..

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desventuras no Lindu

O parque Dona Lindu é uma das obras de arquitetura mais bonitas que eu já vi, feito pelo finado Niemeyer na orla de Boa Viagem é um ótimo canto pra se ir com a família, para namorar, praticar esportes, ver shows e várias outras coisas, eu só tive a honra(ou seria azar??) de ir para o Dona Lindu 2 vezes, e as 2 não deram muito certo...

A primeira vez que fui no Lindu não foi planejada, iríamos jogar bola na areia da praia para comemorar o aniversário de um amigo nosso, mas ninguém olhou a tábua das marés e quando chegamos a maré estava alta, então veio a ideia de irmos pro Lindu, andamos algo em torno de 3 km até chegar, foi um belo aquecimento, chegamos na quadra e fomos joga, a quadra é pequena e mal projetada, tendo algumas lacunas entre os blocos de concreto que a forma, então numa jogada minha em que driblei e troquei de perna pra bater eu acabei caindo do nada e quando pisei senti uma ardência forte, tinha arrancado grande parte da pele do solado do meu pé direito, Segue abaixo a foto do meu pé depois de voltar da UPA pra tirar a pele morta..



Da segunda vez, fui com o grupo de dança que faço parte para gravar o vídeo de uma seletiva para um evento, pois bem o vídeo saiu uma porcaria, ficamos muito irritados no dia e não conseguimos a vaga que tanto alvejávamos.Depois desse dia tive certeza que o Parque Dona Lindu não é um dos melhores lugares para eu ir...
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Saúde

Se tem uma brincadeira que sempre disse a meus amigos era a que meu próprio sangue me odiava, besteiras à parte, creio nunca cheguei a estar com a saúde "perfeita", algo que vem desde a minha memória mais antiga, quando tinha apenas 2 anos.

Voltando de um almoço num restaurante com a família, paramos na rua onde morávamos e ficamos conversando com algumas pessoas, quando por algum motivo eu corri quando minha ex-babá veio me abraçar, eu acabei caindo e quebrando um dos dentes da frente, lembro da minha mãe olhando pra meus dentes e chorando, fomos ao dentista e ele extraiu o dente quebrado(que era de Leite ainda), quando o definitivo nasceu 3 anos depois, ele nasceu inclinado pra trás, o que me fez usar aparelho móvel e posteriormente fixo, e quando resolveu-se o problema original, detectaram que meu canino inferior tinha girado, ao colocar ele no lugar eu tive que colocar uma placa de contensão na parte inferior, algo que ainda estou no aguardo de uma radiografia pra saber por quanto tempo irei usar, mas o atual prazo é durante o resto da minha vida..

Passado o problema dentário, veio o tempo que meu sangue passou a me "odiar", cada exame de sangue que eu fazia alguma taxa estava alterada, glicose, colesterol, até que um dia minha mãe chegou em casa dizendo "Filho, tua glicose e colesterol deram normais...", "Graças a Deus!Mas por que a senhora tá falando nesse tom?", "Bem.. Todas as tuas taxas estão normais.. menos tua taxa de ferro, tá abaixo do devido, tas com Anemia." Passei quase 6 meses tendo que tomar remédio depois do almoço para normalizar o Ferro no sangue, ainda tive algo em relação a taxa de cálcio estar um pouco acima do normal, mas que foi resolvido.

Recentemente voltei ao dentista com uma dor em um dente, descobri que uma cárie gigante tinha chegado ao meu nervo, tive que fazer canal, e agora o mais novo problema é uma tontura que tenho quando passo muito tempo deitado e me levanto bruscamente, já cheguei a levar uma queda por causa disso, e fico no aguardo de conseguir um dia estar em paz com minha saúde..


segunda-feira, 25 de março de 2013

E o estágio vai ficando pra próxima..

Na última sexta-feira, dia 22, fiz o meu caminho diário pra faculdade, saindo mais tarde aproveitando o fato de neste dia a aula só começar as 8:50, o dia tinha até começado bem, me reencontrei com uma velha conhecida dos tempos de Senai e após a aula iria me ver com um amigo do colégio, ao chegar na faculdade me deparo com uma notícia inesperada, a professora de sociologia faltou e não avisou a nossa turma, "aproveitei" o fato e fui me encontrar mais cedo com o meu amigo, e quando chego na casa dele recebo um telefonema.
Era um número que no dia anterior me ligou 4 vezes, mas quando retornei e mandei um sms não obtive resposta de quem poderia ser, pois bem, era uma mulher, me chamando para uma entrevista de estágio para uma certa multinacional que vai abrir fábrica em Pernambuco ano que vem, eram 10 e 30, e a entrevista era as 13h da tarde, peguei emprestada uma camisa dele, já que eu tava com uma camisa de zoação, só cheguei  no local de 12h e 50min, porque o endereço que me foi dado dizia que era no bairro X e na verdade era no bairro Y, fora que a rua não aparecia no google maps..
Ao subir pro sexto andar do prédio e preencher todo o formulário, a atendente me diz que "Apenas quem não tiver mais vínculo com sua instituição de ensino técnico pode concorrer a vaga.", e mais uma vez minha chance de estagiar sai voando...

quinta-feira, 14 de março de 2013

As águas, nem sempre, de março

Na primeira postagem nesse blog falei sobre o quanto a chuva me atrapalhou numa viagem pra Paraíba, mas essa não foi a única vez que as chuvas atrapalharam minha vida, houveram outras situações que acabei lembrando hoje enquanto ia pra faculdade.

Estudei da 3ª série do Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio no Colégio Visão na Estância, que tem na sua frente a Av.Dr José Rufino, que em dias de chuva forte literalmente virava um mar.
Foto retirada do Ne10
Por várias vezes tive que contornar todo o colégio pra poder fugir da água pela rua menos alagada, pois é nenhuma delas escapava, mas duas delas foram especiais.
As duas situações aconteceram quando eu era 2º ano do Ensino Médio, quando fazia Senai e Visão ao mesmo tempo e curiosamente as duas envolvem diretamente o Senai.

Na primeira eu tinha acabado de largar, saí com um colega meu pra parte da frente do colégio e vimos que o restaurante aonde almoçávamos estava inacessível, então disse a ele, enquanto atravessamos a avenida no vácuo "moisés" causado por um dos caminhões que tinha acabado de passar, "Cara vamos pegar um ônibus e a gente almoça perto do..", antes de eu acabar de falar ele me disse "segura", quando dei por mim estava segurando na placa de um caminhão pegando "bigu", meu colega subiu na caçamba enquanto eu fiquei segurando, quando o caminhão começou a acelerar e passamos do mar eu soltei a placa e notei que ele ia pegar o caminho inverso do que pegávamos pra ir pro Senai, e disse pra ele "Solta, solta", quando meu colega foi descer ele escorregou e o caminhão o arrastou por uns metros e quando ele se soltou ele ficou parado no chão, saí correndo e a primeira coisa que pensei foi...."Fu***, matei o defunto"...kkk, o apelido dele era defunto e eu não sei porque pensei nisso, mas quando o virei ele estava RINDO no chão e só com o joelho um pouco ralado, hoje rio muito disso, mas que no dia deu um desespero..
Senai Areias

A segunda foi pior, peguei o ônibus em Jaboatão e antes mesmo de sair do Município ele parou em meio a um "mar" próximo a estação Floriano, passamos 20 mins parados e um amigo nos convenceu a sair, fomos andando pelo "mar" até a estação de Floriano, com uma chuva que não parava, pegamos o metrô e chegamos em Werneck, por onde uma amiga dele teria dito que dava para passar, quando saímos da estação nos deparamos com um "Oceano" em frente a sede da EMTU que fica em frente a estação, subimos no muro do prédio e fomos andando, então notei que meu colega tava com o guarda-chuva na mão e eu disse pra ele guardar aquela porcaria, e ele no desespero me entregou o guarda-chuva, que subitamente abriu na minha mão, ao chegarmos na metade do "Oceano" nosso colega que estava na frente disse que teríamos que descer do muro, pulamos na água, que estava na altura das minhas coxas(devia ter 1,78 na época), e fomos andando até sair da água e meu colega cair de joelhos no chão levantar as mãos pro céu e gritou "CONSEGUIMOS!FINALMENTE!", enfim chegamos no Senai com umas 2 horas de atraso, e quando chego na sala meu professor me vê todo molhado, bate no meu ombro e me diz "Filho, vai pra casa...".

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O finado gelágua

Desde pequeno sou acostumado a apagões, desde os que deixam só minha rua sem luz(grande parte deles gerados por um transformador ruim), até os maiores que deixam todo a região Nordeste no escuro, e em um desses apagões aconteceu a morte do nosso gelágua que já estava no estaleiro(não estava mais gelando) a um certo tempo.
Tudo aconteceu em uma noite de apagão, minha mãe acendera 2 velas, colocando 1 na sala e 1 na cozinha, como sempre faz, começamos a conversar na sala(única diversão em noites do tipo) até que eu decidi ir pra cama, me deitei e fiquei olhando para o corredor para a sombra das chamas na parede, até que comecei a notar que elas estavam maiores que o habitual, de repente minha mãe passa gritando para a cozinha "Ai meu Deus!Tá pegando fogo!", sai correndo na cama e vi que o gelágua tinha virado uma pira olímpica, "Mãe molha o pano.", e antes de que eu dissesse pra que ela espremesse o excesso e colocasse o pano por cima do dito cujo, ela fez uma "cesta" e apagou o fogo.
Quando fomos conferir, o interior do gelágua estava preto e o cheiro de queimado incensou a casa, e o motivo do incêndio eu descobri logo em seguida.
Minha mãe tinha colocado a vela em cima de uma tampinha de plástico, quando a vela virou um "cotoco" ela derreteu o plástico e caiu na parte interna, causando o incêndio...