Desde pequeno sou acostumado a apagões, desde os que deixam só minha rua sem luz(grande parte deles gerados por um transformador ruim), até os maiores que deixam todo a região Nordeste no escuro, e em um desses apagões aconteceu a morte do nosso gelágua que já estava no estaleiro(não estava mais gelando) a um certo tempo.
Tudo aconteceu em uma noite de apagão, minha mãe acendera 2 velas, colocando 1 na sala e 1 na cozinha, como sempre faz, começamos a conversar na sala(única diversão em noites do tipo) até que eu decidi ir pra cama, me deitei e fiquei olhando para o corredor para a sombra das chamas na parede, até que comecei a notar que elas estavam maiores que o habitual, de repente minha mãe passa gritando para a cozinha "Ai meu Deus!Tá pegando fogo!", sai correndo na cama e vi que o gelágua tinha virado uma pira olímpica, "Mãe molha o pano.", e antes de que eu dissesse pra que ela espremesse o excesso e colocasse o pano por cima do dito cujo, ela fez uma "cesta" e apagou o fogo.
Quando fomos conferir, o interior do gelágua estava preto e o cheiro de queimado incensou a casa, e o motivo do incêndio eu descobri logo em seguida.
Minha mãe tinha colocado a vela em cima de uma tampinha de plástico, quando a vela virou um "cotoco" ela derreteu o plástico e caiu na parte interna, causando o incêndio...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Uma viagem inesquecível
2011 certamente foi o ano em que frequentei mais estádios de futebol, todos eles por um único motivo, o "renascimento" do Santa Cruz, meu time do coração, e uma das idas a jogos marcaria a viagem mais longa da minha vida. Foi no dia 17 de Julho de 2011, o dia da "grande" estréia do Santa na série D contra o Alecrim, o jogo deveria ser no Rio Grande do Norte, mas visando a invasão da torcida coral, a diretoria adversária transferiu o jogo para o Estádio Almeidão, em João Pessoa.
Saí de casa com meu pai e meu tio as 6h da manhã chuvosa daquele dia e chegamos no bar que era o ponto de encontro, com a mini-van prevista pras 7h. Eis que o tempo foi passando, passando, e a van só chegou as 9h da manhã, por ter pego engarrafamentos graças a alagamentos no Recife, entramos e fomos começar o percurso que era pra ser feito em 1 hora e 30 minutos de viagem, até chegarmos em Goiana e encontrarmos um engarrafamento grande..
Na época Goiana passava por problemas devido a enchentes na região, logo pensei "Ferrou, a ponte caiu", mas vi pela janela da van que a ponte estava no local, até que sai e fui checar o motivo do engarrafamento: Os carros estavam desacelerando pra ver as casas debaixo d'água...
Passando pela divisa do estado nós fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária, motivo? A van tinha faróis de Xenon, que são proibidos se não forem de fábrica.
Chegamos finalmente em João Pessoa e fomos almoçar perto da praia, num restaurante que segundo um cara que estava na van era bom, pedimos uma peixada, nos trouxeram uma argamassa que nas palavras do meu pai "Se um hipertenso comer vai ter um ataque", fora que não saiu por menos de 50 reais esse almoço, fora que na saída encontramos um dos amigos do meu pai que disse que bebeu 3 latinhas e comeu 2 espetinhos na beira da praia e mal deu 10 reais..
Enfim fomos ao estádio que ficava na beira de uma rodovia, e o estádio era horrível... em volta dele era pura lama, as suas entradas eram estreitas, ele não tinha iluminação interna, fora que os preços dos lanches(2 apenas: Dudu e Pipoca) estavam caros.E o campo não era melhor que muitos campos de pelada que vemos por aí, o jogo foi morno no primeiro tempo, no segundo tempo aconteceram os 4 gols do jogo, que terminou 3x1 para o Santa(2 de Thiago Matias e 1 de Thiago Cunha e Jaime descontando pro Alecrim), então fomos para a viagem de volta, naquela mesma esperança de durar 1 hora e 30 minutos.
Encontramos outro engarrafamento na rodovia, quando de repente um policial rodoviário aparece e manda todos fazerem o retorno para João Pessoa, uma das pessoas da van abriu a janela e perguntou "Por que não pode passar?", o policial respondeu "A ponte de Goiana caiu.", "E o retorno por Itambé?", "A ponte de Itambé também caiu.".
Fizemos o retorno, teríamos que voltar por Campina Grande, que na minha cabeça era uma cidade próxima de João Pessoa, assim como Recife é de Olinda, me enganei profundamente, as cidades distam 125km uma da outra, e não são 125 km de áreas urbanas, são 125km de mato, ainda me lembro de um amigo meu me ligando no trajeto e perguntando onde eu tava, olhei para um lado, olhei para o outro: "Tou no meio do mato entre João Pessoa e Campina Grande", "Se Ferrou!Consegui passar por Itambé, já já chego em casa!Tu só vai chegar umas 5h da manhã!".
Paramos em um posto em Campina Grande na esperança de comprar algo pra comer e só conseguimos comprar refrigerantes e Trelosos, a melhor coisa que comemos no dia foram uns cachorros quentes em Campina Grande, numa lanchonete que sabe-se lá por que estava aberta as 3h da manhã, não consegui pregar o olho a viagem toda, até que apaguei na Serra das Russas e quando abri o olho já estava de novo em Jaboatão.
E quanto eu finalmente chego em casa e olho meu celular, advinha que horas eram?É...5 da manhã...
Saí de casa com meu pai e meu tio as 6h da manhã chuvosa daquele dia e chegamos no bar que era o ponto de encontro, com a mini-van prevista pras 7h. Eis que o tempo foi passando, passando, e a van só chegou as 9h da manhã, por ter pego engarrafamentos graças a alagamentos no Recife, entramos e fomos começar o percurso que era pra ser feito em 1 hora e 30 minutos de viagem, até chegarmos em Goiana e encontrarmos um engarrafamento grande..
Na época Goiana passava por problemas devido a enchentes na região, logo pensei "Ferrou, a ponte caiu", mas vi pela janela da van que a ponte estava no local, até que sai e fui checar o motivo do engarrafamento: Os carros estavam desacelerando pra ver as casas debaixo d'água...
Passando pela divisa do estado nós fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária, motivo? A van tinha faróis de Xenon, que são proibidos se não forem de fábrica.
Chegamos finalmente em João Pessoa e fomos almoçar perto da praia, num restaurante que segundo um cara que estava na van era bom, pedimos uma peixada, nos trouxeram uma argamassa que nas palavras do meu pai "Se um hipertenso comer vai ter um ataque", fora que não saiu por menos de 50 reais esse almoço, fora que na saída encontramos um dos amigos do meu pai que disse que bebeu 3 latinhas e comeu 2 espetinhos na beira da praia e mal deu 10 reais..
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| Foto tirada por mim no dia do jogo. |
Enfim fomos ao estádio que ficava na beira de uma rodovia, e o estádio era horrível... em volta dele era pura lama, as suas entradas eram estreitas, ele não tinha iluminação interna, fora que os preços dos lanches(2 apenas: Dudu e Pipoca) estavam caros.E o campo não era melhor que muitos campos de pelada que vemos por aí, o jogo foi morno no primeiro tempo, no segundo tempo aconteceram os 4 gols do jogo, que terminou 3x1 para o Santa(2 de Thiago Matias e 1 de Thiago Cunha e Jaime descontando pro Alecrim), então fomos para a viagem de volta, naquela mesma esperança de durar 1 hora e 30 minutos.
Encontramos outro engarrafamento na rodovia, quando de repente um policial rodoviário aparece e manda todos fazerem o retorno para João Pessoa, uma das pessoas da van abriu a janela e perguntou "Por que não pode passar?", o policial respondeu "A ponte de Goiana caiu.", "E o retorno por Itambé?", "A ponte de Itambé também caiu.".
Fizemos o retorno, teríamos que voltar por Campina Grande, que na minha cabeça era uma cidade próxima de João Pessoa, assim como Recife é de Olinda, me enganei profundamente, as cidades distam 125km uma da outra, e não são 125 km de áreas urbanas, são 125km de mato, ainda me lembro de um amigo meu me ligando no trajeto e perguntando onde eu tava, olhei para um lado, olhei para o outro: "Tou no meio do mato entre João Pessoa e Campina Grande", "Se Ferrou!Consegui passar por Itambé, já já chego em casa!Tu só vai chegar umas 5h da manhã!".
Paramos em um posto em Campina Grande na esperança de comprar algo pra comer e só conseguimos comprar refrigerantes e Trelosos, a melhor coisa que comemos no dia foram uns cachorros quentes em Campina Grande, numa lanchonete que sabe-se lá por que estava aberta as 3h da manhã, não consegui pregar o olho a viagem toda, até que apaguei na Serra das Russas e quando abri o olho já estava de novo em Jaboatão.
E quanto eu finalmente chego em casa e olho meu celular, advinha que horas eram?É...5 da manhã...
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