quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desventuras no Lindu

O parque Dona Lindu é uma das obras de arquitetura mais bonitas que eu já vi, feito pelo finado Niemeyer na orla de Boa Viagem é um ótimo canto pra se ir com a família, para namorar, praticar esportes, ver shows e várias outras coisas, eu só tive a honra(ou seria azar??) de ir para o Dona Lindu 2 vezes, e as 2 não deram muito certo...

A primeira vez que fui no Lindu não foi planejada, iríamos jogar bola na areia da praia para comemorar o aniversário de um amigo nosso, mas ninguém olhou a tábua das marés e quando chegamos a maré estava alta, então veio a ideia de irmos pro Lindu, andamos algo em torno de 3 km até chegar, foi um belo aquecimento, chegamos na quadra e fomos joga, a quadra é pequena e mal projetada, tendo algumas lacunas entre os blocos de concreto que a forma, então numa jogada minha em que driblei e troquei de perna pra bater eu acabei caindo do nada e quando pisei senti uma ardência forte, tinha arrancado grande parte da pele do solado do meu pé direito, Segue abaixo a foto do meu pé depois de voltar da UPA pra tirar a pele morta..



Da segunda vez, fui com o grupo de dança que faço parte para gravar o vídeo de uma seletiva para um evento, pois bem o vídeo saiu uma porcaria, ficamos muito irritados no dia e não conseguimos a vaga que tanto alvejávamos.Depois desse dia tive certeza que o Parque Dona Lindu não é um dos melhores lugares para eu ir...
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Saúde

Se tem uma brincadeira que sempre disse a meus amigos era a que meu próprio sangue me odiava, besteiras à parte, creio nunca cheguei a estar com a saúde "perfeita", algo que vem desde a minha memória mais antiga, quando tinha apenas 2 anos.

Voltando de um almoço num restaurante com a família, paramos na rua onde morávamos e ficamos conversando com algumas pessoas, quando por algum motivo eu corri quando minha ex-babá veio me abraçar, eu acabei caindo e quebrando um dos dentes da frente, lembro da minha mãe olhando pra meus dentes e chorando, fomos ao dentista e ele extraiu o dente quebrado(que era de Leite ainda), quando o definitivo nasceu 3 anos depois, ele nasceu inclinado pra trás, o que me fez usar aparelho móvel e posteriormente fixo, e quando resolveu-se o problema original, detectaram que meu canino inferior tinha girado, ao colocar ele no lugar eu tive que colocar uma placa de contensão na parte inferior, algo que ainda estou no aguardo de uma radiografia pra saber por quanto tempo irei usar, mas o atual prazo é durante o resto da minha vida..

Passado o problema dentário, veio o tempo que meu sangue passou a me "odiar", cada exame de sangue que eu fazia alguma taxa estava alterada, glicose, colesterol, até que um dia minha mãe chegou em casa dizendo "Filho, tua glicose e colesterol deram normais...", "Graças a Deus!Mas por que a senhora tá falando nesse tom?", "Bem.. Todas as tuas taxas estão normais.. menos tua taxa de ferro, tá abaixo do devido, tas com Anemia." Passei quase 6 meses tendo que tomar remédio depois do almoço para normalizar o Ferro no sangue, ainda tive algo em relação a taxa de cálcio estar um pouco acima do normal, mas que foi resolvido.

Recentemente voltei ao dentista com uma dor em um dente, descobri que uma cárie gigante tinha chegado ao meu nervo, tive que fazer canal, e agora o mais novo problema é uma tontura que tenho quando passo muito tempo deitado e me levanto bruscamente, já cheguei a levar uma queda por causa disso, e fico no aguardo de conseguir um dia estar em paz com minha saúde..


segunda-feira, 25 de março de 2013

E o estágio vai ficando pra próxima..

Na última sexta-feira, dia 22, fiz o meu caminho diário pra faculdade, saindo mais tarde aproveitando o fato de neste dia a aula só começar as 8:50, o dia tinha até começado bem, me reencontrei com uma velha conhecida dos tempos de Senai e após a aula iria me ver com um amigo do colégio, ao chegar na faculdade me deparo com uma notícia inesperada, a professora de sociologia faltou e não avisou a nossa turma, "aproveitei" o fato e fui me encontrar mais cedo com o meu amigo, e quando chego na casa dele recebo um telefonema.
Era um número que no dia anterior me ligou 4 vezes, mas quando retornei e mandei um sms não obtive resposta de quem poderia ser, pois bem, era uma mulher, me chamando para uma entrevista de estágio para uma certa multinacional que vai abrir fábrica em Pernambuco ano que vem, eram 10 e 30, e a entrevista era as 13h da tarde, peguei emprestada uma camisa dele, já que eu tava com uma camisa de zoação, só cheguei  no local de 12h e 50min, porque o endereço que me foi dado dizia que era no bairro X e na verdade era no bairro Y, fora que a rua não aparecia no google maps..
Ao subir pro sexto andar do prédio e preencher todo o formulário, a atendente me diz que "Apenas quem não tiver mais vínculo com sua instituição de ensino técnico pode concorrer a vaga.", e mais uma vez minha chance de estagiar sai voando...

quinta-feira, 14 de março de 2013

As águas, nem sempre, de março

Na primeira postagem nesse blog falei sobre o quanto a chuva me atrapalhou numa viagem pra Paraíba, mas essa não foi a única vez que as chuvas atrapalharam minha vida, houveram outras situações que acabei lembrando hoje enquanto ia pra faculdade.

Estudei da 3ª série do Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio no Colégio Visão na Estância, que tem na sua frente a Av.Dr José Rufino, que em dias de chuva forte literalmente virava um mar.
Foto retirada do Ne10
Por várias vezes tive que contornar todo o colégio pra poder fugir da água pela rua menos alagada, pois é nenhuma delas escapava, mas duas delas foram especiais.
As duas situações aconteceram quando eu era 2º ano do Ensino Médio, quando fazia Senai e Visão ao mesmo tempo e curiosamente as duas envolvem diretamente o Senai.

Na primeira eu tinha acabado de largar, saí com um colega meu pra parte da frente do colégio e vimos que o restaurante aonde almoçávamos estava inacessível, então disse a ele, enquanto atravessamos a avenida no vácuo "moisés" causado por um dos caminhões que tinha acabado de passar, "Cara vamos pegar um ônibus e a gente almoça perto do..", antes de eu acabar de falar ele me disse "segura", quando dei por mim estava segurando na placa de um caminhão pegando "bigu", meu colega subiu na caçamba enquanto eu fiquei segurando, quando o caminhão começou a acelerar e passamos do mar eu soltei a placa e notei que ele ia pegar o caminho inverso do que pegávamos pra ir pro Senai, e disse pra ele "Solta, solta", quando meu colega foi descer ele escorregou e o caminhão o arrastou por uns metros e quando ele se soltou ele ficou parado no chão, saí correndo e a primeira coisa que pensei foi...."Fu***, matei o defunto"...kkk, o apelido dele era defunto e eu não sei porque pensei nisso, mas quando o virei ele estava RINDO no chão e só com o joelho um pouco ralado, hoje rio muito disso, mas que no dia deu um desespero..
Senai Areias

A segunda foi pior, peguei o ônibus em Jaboatão e antes mesmo de sair do Município ele parou em meio a um "mar" próximo a estação Floriano, passamos 20 mins parados e um amigo nos convenceu a sair, fomos andando pelo "mar" até a estação de Floriano, com uma chuva que não parava, pegamos o metrô e chegamos em Werneck, por onde uma amiga dele teria dito que dava para passar, quando saímos da estação nos deparamos com um "Oceano" em frente a sede da EMTU que fica em frente a estação, subimos no muro do prédio e fomos andando, então notei que meu colega tava com o guarda-chuva na mão e eu disse pra ele guardar aquela porcaria, e ele no desespero me entregou o guarda-chuva, que subitamente abriu na minha mão, ao chegarmos na metade do "Oceano" nosso colega que estava na frente disse que teríamos que descer do muro, pulamos na água, que estava na altura das minhas coxas(devia ter 1,78 na época), e fomos andando até sair da água e meu colega cair de joelhos no chão levantar as mãos pro céu e gritou "CONSEGUIMOS!FINALMENTE!", enfim chegamos no Senai com umas 2 horas de atraso, e quando chego na sala meu professor me vê todo molhado, bate no meu ombro e me diz "Filho, vai pra casa...".

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O finado gelágua

Desde pequeno sou acostumado a apagões, desde os que deixam só minha rua sem luz(grande parte deles gerados por um transformador ruim), até os maiores que deixam todo a região Nordeste no escuro, e em um desses apagões aconteceu a morte do nosso gelágua que já estava no estaleiro(não estava mais gelando) a um certo tempo.
Tudo aconteceu em uma noite de apagão, minha mãe acendera 2 velas, colocando 1 na sala e 1 na cozinha, como sempre faz, começamos a conversar na sala(única diversão em noites do tipo) até que eu decidi ir pra cama, me deitei e fiquei olhando para o corredor para a sombra das chamas na parede, até que comecei a notar que elas estavam maiores que o habitual, de repente minha mãe passa gritando para a cozinha "Ai meu Deus!Tá pegando fogo!", sai correndo na cama e vi que o gelágua tinha virado uma pira olímpica, "Mãe molha o pano.", e antes de que eu dissesse pra que ela espremesse o excesso e colocasse o pano por cima do dito cujo, ela fez uma "cesta" e apagou o fogo.
Quando fomos conferir, o interior do gelágua estava preto e o cheiro de queimado incensou a casa, e o motivo do incêndio eu descobri logo em seguida.
Minha mãe tinha colocado a vela em cima de uma tampinha de plástico, quando a vela virou um "cotoco" ela derreteu o plástico e caiu na parte interna, causando o incêndio...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma viagem inesquecível

2011 certamente foi o ano em que frequentei mais estádios de futebol, todos eles por um único motivo, o "renascimento" do Santa Cruz, meu time do coração, e uma das idas a jogos marcaria a viagem mais longa da minha vida. Foi no dia 17 de Julho de 2011, o dia da "grande" estréia do Santa na série D contra o Alecrim, o jogo deveria ser no Rio Grande do Norte, mas visando a invasão da torcida coral, a diretoria adversária transferiu o jogo para o Estádio Almeidão, em João Pessoa.

Saí de casa com meu pai e meu tio as 6h da manhã chuvosa daquele dia e chegamos no bar que era o ponto de encontro, com a mini-van prevista pras 7h. Eis que o tempo foi passando, passando, e a van só chegou as 9h da manhã, por ter pego engarrafamentos graças a alagamentos no Recife, entramos e fomos começar o percurso que era pra ser feito em 1 hora e 30 minutos de viagem, até chegarmos em Goiana e encontrarmos um engarrafamento grande..

Na época Goiana passava por problemas devido a enchentes na região, logo pensei "Ferrou, a ponte caiu", mas vi pela janela da van que a ponte estava no local, até que sai e fui checar o motivo do engarrafamento: Os carros estavam desacelerando pra ver as casas debaixo d'água...
Passando pela divisa do estado nós fomos parados por uma blitz da Polícia Rodoviária, motivo? A van tinha faróis de Xenon, que são proibidos se não forem de fábrica.
Chegamos finalmente em João Pessoa e fomos almoçar perto da praia, num restaurante que segundo um cara que estava na van era bom, pedimos uma peixada, nos trouxeram uma argamassa que nas palavras do meu pai "Se um hipertenso comer vai ter um ataque", fora que não saiu por menos de 50 reais esse almoço, fora que na saída encontramos um dos amigos do meu pai que disse que bebeu 3 latinhas e comeu 2 espetinhos na beira da praia e mal deu 10 reais..

Foto tirada por mim no dia do jogo.

Enfim fomos ao estádio que ficava na beira de uma rodovia, e o estádio era horrível... em volta dele era pura lama, as suas entradas eram estreitas, ele não tinha iluminação interna, fora que os preços dos lanches(2 apenas: Dudu e Pipoca) estavam caros.E o campo não era melhor que muitos campos de pelada que vemos por aí, o jogo foi morno no primeiro tempo, no segundo tempo aconteceram os 4 gols do jogo, que terminou 3x1 para o Santa(2 de Thiago Matias e 1 de Thiago Cunha e Jaime descontando pro Alecrim), então fomos para a viagem de volta, naquela mesma esperança de durar 1 hora e 30 minutos.
Encontramos outro engarrafamento na rodovia, quando de repente um policial rodoviário aparece e manda todos fazerem o retorno para João Pessoa, uma das pessoas da van abriu a janela e perguntou "Por que não pode passar?", o policial respondeu "A ponte de Goiana caiu.", "E o retorno por Itambé?", "A ponte de Itambé também caiu.".

Fizemos o retorno, teríamos que voltar por Campina Grande, que na minha cabeça era uma cidade próxima de João Pessoa, assim como Recife é de Olinda, me enganei profundamente, as cidades distam 125km uma da outra, e não são 125 km de áreas urbanas, são 125km de mato, ainda me lembro de um amigo meu me ligando no trajeto e perguntando onde eu tava, olhei para um lado, olhei para o outro: "Tou no meio do mato entre João Pessoa e Campina Grande", "Se Ferrou!Consegui passar por Itambé, já já chego em casa!Tu só vai chegar umas 5h da manhã!".

Paramos em um posto em Campina Grande na esperança de comprar algo pra comer e só conseguimos comprar refrigerantes e Trelosos, a melhor coisa que comemos no dia foram uns cachorros quentes em Campina Grande, numa lanchonete que sabe-se lá por que estava aberta as 3h da manhã, não consegui pregar o olho a viagem toda, até que apaguei na Serra das Russas e quando abri o olho já estava de novo em Jaboatão.

E quanto eu finalmente chego em casa e olho meu celular, advinha que horas eram?É...5 da manhã...